Independência do Brasil: Data, Causas e Como Aconteceu
Todos os anos, o Brasil comemora sua Independência em 7 de setembro. A data remete ao episódio ocorrido em 1822, quando D. Pedro, então príncipe regente, encontrava-se em São Paulo e declarou a ruptura política com Portugal. Entretanto, compreender a Independência apenas como um grito às margens do riacho do Ipiranga produz uma visão excessivamente simplificada. A separação foi resultado de um processo político iniciado antes de setembro de 1822 e consolidado posteriormente por negociações, disputas internas, guerras de independência e reconhecimento diplomático.
Na questão apresentada, a alternativa correta é 7 de setembro. É nessa data que se comemora oficialmente a Independência do Brasil. As demais alternativas também são datas importantes da História brasileira, mas correspondem a outros acontecimentos: 21 de abril está associado à memória de Tiradentes; 13 de maio, à Lei Áurea e à abolição jurídica da escravidão em 1888; e 15 de novembro, à Proclamação da República em 1889. Mais do que decorar quatro datas, o melhor caminho é compreender a sequência histórica à qual cada uma pertence.
Em qual data é comemorada a Independência do Brasil?
Na questão apresentada na imagem, temos:
- A) 15 de novembro
- B) 21 de abril
- C) 7 de setembro
- D) 13 de maio
A resposta correta é C) 7 de setembro.
A associação básica é:
7 DE SETEMBRO DE 1822
↓
INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
Foi nessa data que D. Pedro declarou a ruptura política com Portugal durante sua viagem pela província de São Paulo.
O que aconteceu em 7 de setembro de 1822?
D. Pedro estava retornando de uma viagem a Santos quando recebeu correspondências com novas decisões das Cortes portuguesas e mensagens enviadas do Rio de Janeiro.
Segundo a tradição histórica consolidada, foi às margens do riacho do Ipiranga, na região da atual cidade de São Paulo, que declarou rompidos os vínculos políticos com Portugal.
O episódio ficou conhecido como:
Grito do Ipiranga.
E foi associado à famosa expressão:
“Independência ou Morte!”
Entretanto, para compreender historicamente o acontecimento, precisamos distinguir:
MARCO SIMBÓLICO
de:
PROCESSO HISTÓRICO.
A Independência aconteceu realmente em um único dia?
Não.
O 7 de setembro de 1822 tornou-se o principal marco simbólico e político da Independência, mas a separação entre Brasil e Portugal não começou e terminou naquele dia.
O processo envolveu acontecimentos anteriores, como:
- a transferência da Corte portuguesa para o Rio de Janeiro em 1808;
- a elevação do Brasil a Reino Unido a Portugal e Algarves em 1815;
- a Revolução Liberal do Porto em 1820;
- o retorno de D. João VI a Portugal em 1821;
- o Dia do Fico em janeiro de 1822;
- a crescente oposição entre o governo de D. Pedro e as Cortes portuguesas.
Depois de setembro, ainda ocorreriam:
- a aclamação de D. Pedro como imperador;
- sua coroação;
- guerras pela consolidação da Independência;
- negociações para o reconhecimento internacional.
Por isso, uma formulação historicamente mais cuidadosa é dizer que 7 de setembro é o marco consagrado da Independência, e não que toda a separação política do Brasil tenha ocorrido instantaneamente em um único momento.
Por que 1808 é importante para entender 1822?
Em 1808, a família real portuguesa e grande parte da Corte transferiram-se para o Brasil devido à expansão napoleônica na Europa.
O centro político da monarquia portuguesa passou então a funcionar no:
Rio de Janeiro.
Essa transferência provocou transformações importantes.
Entre elas estava a:
Abertura dos Portos às Nações Amigas.
A medida rompeu elementos importantes do antigo sistema comercial que restringia as relações econômicas da América portuguesa.
Também foram criadas instituições administrativas, culturais e econômicas necessárias ao funcionamento da monarquia no Rio de Janeiro.
Assim, o território que seria o Brasil independente ganhou uma importância política que não possuía anteriormente.
O que aconteceu em 1815?
Em 1815, o Brasil deixou formalmente de possuir a antiga condição colonial e passou a integrar:
o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
Isso significava que a estrutura política da monarquia portuguesa havia sido reorganizada.
O Rio de Janeiro continuava sendo sede da Corte.
Esse contexto é importante porque, quando movimentos políticos em Portugal posteriormente procuraram recuperar o controle sobre o Brasil, grupos estabelecidos aqui passaram a temer a perda da autonomia conquistada desde 1808.
O que foi a Revolução Liberal do Porto?
Em 1820, iniciou-se em Portugal a chamada:
Revolução Liberal do Porto.
O movimento defendia mudanças políticas e a criação de uma ordem constitucional.
Também pressionava pela volta do rei D. João VI a Portugal.
Em 1821, D. João retornou para Lisboa.
No Brasil permaneceu seu filho:
D. Pedro.
Ele ficou na condição de príncipe regente.
Por que surgiram conflitos entre D. Pedro e as Cortes portuguesas?
As Cortes reunidas em Lisboa procuravam reorganizar o Império português e limitar a autonomia administrativa que o Brasil havia adquirido.
Entre outras medidas, exigiam o retorno de D. Pedro a Portugal.
Grupos políticos estabelecidos no Brasil interpretaram essas decisões como ameaça aos interesses e às estruturas criadas desde a chegada da Corte.
A tensão aumentou progressivamente ao longo de 1821 e 1822.
O que foi o Dia do Fico?
Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro anunciou que permaneceria no Brasil, recusando-se a cumprir a exigência de retornar imediatamente a Portugal.
O episódio ficou conhecido como:
Dia do Fico.
A decisão representou uma importante etapa da ruptura política.
Uma associação útil é:
9 DE JANEIRO DE 1822 → DIA DO FICO
7 DE SETEMBRO DE 1822 → INDEPENDÊNCIA
O Dia do Fico não declarou ainda formalmente a separação, mas demonstrou que D. Pedro estava disposto a contrariar decisões vindas de Lisboa.
Quem foi José Bonifácio?
José Bonifácio de Andrada e Silva foi uma das figuras políticas mais importantes do processo de Independência.
Ele passou a integrar o governo de D. Pedro e tornou-se um dos principais articuladores políticos da separação.
Por isso, é frequentemente chamado de:
Patriarca da Independência.
Sua atuação mostra novamente que a Independência não foi obra de apenas uma pessoa.
Diferentes grupos políticos participaram das articulações que culminaram na ruptura.
Qual foi o papel de Maria Leopoldina?
A imperatriz Maria Leopoldina também desempenhou papel político importante no processo.
Quando D. Pedro estava em São Paulo, Leopoldina presidiu uma sessão extraordinária do Conselho de Procuradores em:
2 de setembro de 1822.
Na reunião foram analisadas as novas notícias e determinações vindas de Portugal.
Depois, correspondências foram enviadas a D. Pedro.
As mensagens recebidas durante sua viagem ajudaram a reforçar a decisão de romper com as Cortes portuguesas.
É comum encontrar a afirmação de que Leopoldina teria “declarado a Independência” em 2 de setembro. A documentação do Conselho exige mais cautela: ela presidiu a reunião e desempenhou papel político relevante, mas as atas não registram simplesmente uma declaração formal de Independência naquele dia.
D. Pedro já era imperador em 7 de setembro?
Ainda não.
Esse detalhe aparece bastante em questões de História.
No dia 7 de setembro de 1822, Pedro ainda era:
príncipe regente.
Posteriormente, foi aclamado:
Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil.
A aclamação ocorreu em:
12 de outubro de 1822.
Sua coroação ocorreu em:
1º de dezembro de 1822.
Assim:
7 DE SETEMBRO → RUPTURA
12 DE OUTUBRO → ACLAMAÇÃO
1º DE DEZEMBRO → COROAÇÃO
O Brasil tornou-se uma República depois da Independência?
Não.
A Independência não criou uma República.
O novo Estado organizou-se como:
Império do Brasil.
D. Pedro tornou-se:
D. Pedro I.
A monarquia brasileira continuaria existindo até:
15 de novembro de 1889.
Foi nessa outra data que ocorreu a:
Proclamação da República.
Isso explica por que a alternativa:
15 de novembro
não pode responder à pergunta sobre a Independência.
A Independência foi pacífica?
Não completamente.
Uma visão tradicional do processo costuma concentrar-se na cena de D. Pedro às margens do Ipiranga e pode produzir a impressão de que toda a separação aconteceu sem resistência.
Na realidade, houve conflitos em diferentes regiões.
Tropas e grupos que apoiavam a separação enfrentaram forças que permaneciam fiéis a Portugal.
Os conflitos foram especialmente importantes em regiões como:
- Bahia;
- Maranhão;
- Pará;
- Cisplatina.
Por isso, historiadores utilizam também a expressão:
Guerras de Independência.
Por que 2 de julho é tão importante na Bahia?
Na Bahia, os conflitos continuaram depois do 7 de setembro.
A expulsão definitiva das tropas portuguesas de Salvador ocorreu em:
2 de julho de 1823.
Por isso, o 2 de Julho possui enorme importância na memória histórica baiana.
O episódio demonstra claramente que:
7 de setembro de 1822 não encerrou automaticamente todas as disputas pela Independência.
Quem foi Maria Quitéria?
Entre as figuras relacionadas às guerras de Independência na Bahia está:
Maria Quitéria de Jesus.
Ela participou das forças que lutaram contra tropas portuguesas e tornou-se uma das personagens mais conhecidas da participação feminina nos conflitos de independência.
Sua presença ajuda a ampliar uma narrativa histórica excessivamente centrada apenas em D. Pedro e nos acontecimentos de São Paulo.
A escravidão terminou com a Independência?
Não.
Esse é um dos aspectos mais importantes para compreender os limites da Independência de 1822.
O Brasil tornou-se politicamente separado de Portugal, mas:
a escravidão permaneceu legal.
Ela continuaria existindo durante grande parte do período imperial.
A extinção jurídica nacional da escravidão ocorreu apenas em:
13 de maio de 1888.
com a:
Lei Áurea.
Esse processo já foi estudado em detalhes aqui no Da Aula:
Lei Áurea: Quem Assinou e Como Aconteceu a Abolição da Escravidão no Brasil .
Portanto:
1822 → INDEPENDÊNCIA POLÍTICA
1888 → ABOLIÇÃO JURÍDICA DA ESCRAVIDÃO
São processos diferentes e separados por aproximadamente 66 anos.
Então por que 13 de maio aparece como alternativa?
Porque é outra data extremamente conhecida da História brasileira.
Em:
13 de maio de 1888,
a Princesa Isabel, atuando como regente, sancionou a:
Lei nº 3.353 — Lei Áurea.
A lei declarou extinta a escravidão no Brasil.
Assim:
13 DE MAIO → ABOLIÇÃO
7 DE SETEMBRO → INDEPENDÊNCIA
Por que 21 de abril também está errado?
O dia:
21 de abril
está associado à memória de:
Tiradentes.
Joaquim José da Silva Xavier foi executado em:
21 de abril de 1792.
por sua participação na Inconfidência Mineira.
Esse acontecimento ocorreu:
30 anos antes da Independência do Brasil.
Para aprofundar esse período, veja:
Quem Foi Tiradentes e Por Que 21 de Abril é Feriado?
Uma associação muito eficiente é:
21 DE ABRIL → TIRADENTES
7 DE SETEMBRO → D. PEDRO / INDEPENDÊNCIA
E por que 15 de novembro está errado?
O:
15 de novembro
está relacionado a outro momento decisivo da história política brasileira:
Proclamação da República.
Ela ocorreu em:
15 de novembro de 1889.
O movimento encerrou a monarquia brasileira.
D. Pedro II deixou de ser imperador e o Brasil passou a adotar uma forma republicana de governo.
Portanto:
1822 → INDEPENDÊNCIA
1889 → REPÚBLICA
As quatro datas da questão contam quase um século de História
| Data | Acontecimento | Personagem ou palavra-chave |
|---|---|---|
| 21 de abril de 1792 | Execução de Tiradentes | Inconfidência Mineira |
| 7 de setembro de 1822 | Independência do Brasil | D. Pedro |
| 13 de maio de 1888 | Abolição jurídica da escravidão | Lei Áurea / Princesa Isabel |
| 15 de novembro de 1889 | Proclamação da República | Deodoro da Fonseca |
Perceba que as alternativas não foram escolhidas aleatoriamente.
Todas correspondem a datas cívicas ou acontecimentos extremamente conhecidos da História do Brasil.
Quando Portugal reconheceu a Independência?
Portugal não reconheceu imediatamente a separação proclamada em 1822.
O reconhecimento formal ocorreu posteriormente, por meio de negociações diplomáticas.
Um marco importante foi o:
Tratado de Paz e Aliança de 1825.
O acordo reconheceu oficialmente a Independência brasileira.
Isso demonstra novamente que:
1822 = proclamação e processo de ruptura;
1825 = reconhecimento formal português.
O quadro “Independência ou Morte” mostra exatamente o que aconteceu?
Não deve ser interpretado como uma fotografia do acontecimento.
A imagem mais famosa da Independência é a pintura:
Independência ou Morte!
de:
Pedro Américo.
A obra foi produzida muitas décadas depois dos acontecimentos de 1822 e tornou-se uma das principais representações visuais da Independência brasileira.
Ela mostra D. Pedro montado a cavalo, cercado por soldados, levantando a espada em uma composição grandiosa.
Mas trata-se de:
uma pintura histórica construída para representar e monumentalizar o acontecimento.
Não é um registro visual feito no momento da proclamação.
Por que isso importa para estudar História?
Porque documentos históricos possuem naturezas diferentes.
Uma pintura produzida décadas depois pode revelar muito sobre:
- a memória de um acontecimento;
- a construção de símbolos nacionais;
- a maneira como determinado período desejava representar o passado;
- valores políticos e estéticos de sua época.
Mas ela não deve ser confundida automaticamente com uma reprodução exata da cena ocorrida.
Essa distinção entre:
ACONTECIMENTO HISTÓRICO
e:
REPRESENTAÇÃO POSTERIOR DO ACONTECIMENTO
é muito importante para análises mais avançadas.
A frase “Independência ou Morte” foi realmente pronunciada?
Há relatos posteriores que atribuem a D. Pedro palavras de ruptura no episódio do Ipiranga.
Entretanto, como acontece com muitos episódios históricos transformados em símbolos nacionais, a formulação exata da cena precisa ser analisada com cautela.
O aspecto historicamente mais importante é que:
em 7 de setembro de 1822 ocorreu uma declaração política de ruptura com Portugal durante a passagem de D. Pedro pela região do Ipiranga.
A reconstrução dramática do momento foi sendo elaborada posteriormente por relatos, cerimônias, livros didáticos, monumentos e obras de arte.
A Independência mudou imediatamente a vida de toda a população?
Não.
A separação política modificou a relação institucional entre Brasil e Portugal, mas várias estruturas sociais permaneceram.
Entre elas estava:
a escravidão.
Além disso, a participação política permanecia profundamente limitada.
Por isso, estudar a Independência apenas como “libertação de todos os brasileiros” pode produzir uma interpretação enganosa.
O Brasil tornou-se um Estado politicamente independente, mas a construção da cidadania e dos direitos sociais seguiria um processo muito mais longo e desigual.
Como esse assunto pode aparecer em vestibulares e provas?
Exemplo 1 — data
Em qual data é comemorada a Independência do Brasil?
- A) 15 de novembro
- B) 21 de abril
- C) 7 de setembro
- D) 13 de maio
Resposta: C) 7 de setembro.
Exemplo 2 — personagem
O personagem diretamente associado ao episódio do Ipiranga em 1822 é:
- A) Deodoro da Fonseca;
- B) D. Pedro;
- C) Tiradentes;
- D) D. Pedro II.
Resposta: B.
Exemplo 3 — Dia do Fico
O Dia do Fico, ocorrido em janeiro de 1822, está relacionado:
- A) à decisão de D. Pedro de permanecer no Brasil;
- B) à abolição da escravidão;
- C) à proclamação da República;
- D) à execução de Tiradentes.
Resposta: A.
Exemplo 4 — processo histórico
Sobre a Independência do Brasil, é mais adequado afirmar que:
- A) começou e terminou completamente em 7 de setembro;
- B) ocorreu sem qualquer conflito armado;
- C) foi um processo político que ultrapassou o episódio do Ipiranga;
- D) extinguiu imediatamente a escravidão.
Resposta: C.
Exemplo 5 — Império ou República?
Após a Independência, o Brasil organizou-se inicialmente como:
- A) República presidencialista;
- B) monarquia imperial;
- C) colônia francesa;
- D) confederação espanhola.
Resposta: B.
Exemplo 6 — cronologia
Assinale a sequência correta:
- A) República → Independência → Lei Áurea;
- B) Lei Áurea → Independência → Tiradentes;
- C) Tiradentes → Independência → Lei Áurea → República;
- D) Independência → Tiradentes → República → Lei Áurea.
Resposta: C.
Exemplo 7 — Independência e escravidão
Qual afirmação é historicamente correta?
- A) A escravidão terminou em 7 de setembro de 1822.
- B) A Independência extinguiu imediatamente todas as desigualdades políticas.
- C) A escravidão continuou existindo no Brasil depois da Independência.
- D) A Lei Áurea foi assinada por D. Pedro I.
Resposta: C.
Exemplo 8 — imagem histórica
A famosa pintura Independência ou Morte!, de Pedro Américo:
- A) é uma fotografia tirada em 1822;
- B) foi produzida posteriormente e ajudou a construir a memória visual do episódio;
- C) foi pintada por D. Pedro;
- D) representa a Proclamação da República.
Resposta: B.
Como achar padrões e não se confundir mais?
Em vez de memorizar datas isoladamente, associe:
DATA + PERSONAGEM + ACONTECIMENTO.
Padrão 1 — 7 de setembro significa Independência
Guarde:
7 DE SETEMBRO
↓
1822
↓
D. PEDRO
↓
INDEPENDÊNCIA
Essa é a associação principal da questão.
Padrão 2 — 21 de abril significa Tiradentes
Associe:
21 DE ABRIL → TIRADENTES → 1792
Se quiser revisar o assunto:
Quem Foi Tiradentes e Por Que 21 de Abril é Feriado?
Padrão 3 — 13 de maio significa Lei Áurea
Guarde:
13 DE MAIO → 1888 → LEI ÁUREA → ABOLIÇÃO
Para aprofundar:
Lei Áurea: Quem Assinou e Como Aconteceu a Abolição da Escravidão no Brasil
Padrão 4 — 15 de novembro significa República
Associe:
15 DE NOVEMBRO → 1889 → REPÚBLICA → DEODORO
Isso permite separar:
D. PEDRO I → INDEPENDÊNCIA
DEODORO DA FONSECA → REPÚBLICA
Padrão 5 — memorize a sequência 1792, 1822, 1888, 1889
Coloque as alternativas em ordem:
1792 → TIRADENTES
1822 → INDEPENDÊNCIA
1888 → ABOLIÇÃO
1889 → REPÚBLICA
Veja como a cronologia resolve quase toda a questão.
Padrão 6 — não confunda Independência com República
Depois de 1822, o Brasil não passou a ter presidente.
Passou a ter:
um imperador.
Portanto:
INDEPENDÊNCIA → IMPÉRIO
REPÚBLICA → FIM DO IMPÉRIO
Padrão 7 — pense em 1822 como uma sequência
Uma forma eficiente de organizar o próprio ano da Independência é:
9 DE JANEIRO → DIA DO FICO
↓
2 DE SETEMBRO → CONSELHO PRESIDIDO POR LEOPOLDINA
↓
7 DE SETEMBRO → RUPTURA NO IPIRANGA
↓
12 DE OUTUBRO → ACLAMAÇÃO DE D. PEDRO
↓
1º DE DEZEMBRO → COROAÇÃO
Isso mostra que até mesmo dentro de 1822 existiram diferentes etapas.
Padrão 8 — não confunda independência política com liberdade social
Guarde:
1822 → SEPARAÇÃO POLÍTICA DE PORTUGAL
Não:
1822 → FIM DA ESCRAVIDÃO.
A escravidão permaneceu por mais de seis décadas.
Um esquema rápido para memorizar
Use esta linha do tempo:
21 DE ABRIL DE 1792
TIRADENTES
↓
7 DE SETEMBRO DE 1822
INDEPENDÊNCIA
↓
13 DE MAIO DE 1888
LEI ÁUREA
↓
15 DE NOVEMBRO DE 1889
REPÚBLICA
Depois associe os personagens:
TIRADENTES → INCONFIDÊNCIA
D. PEDRO I → INDEPENDÊNCIA
PRINCESA ISABEL → LEI ÁUREA
DEODORO DA FONSECA → REPÚBLICA
Por fim, lembre-se da principal ideia histórica deste conteúdo:
7 DE SETEMBRO É O MARCO DA INDEPENDÊNCIA, MAS A INDEPENDÊNCIA FOI UM PROCESSO.
Essa frase ajuda tanto nas questões simples, que perguntam apenas a data, quanto nas questões mais elaboradas, que exigem compreender acontecimentos anteriores e posteriores ao Grito do Ipiranga.
Referências
- BRASIL. Governo Federal. Linha do Tempo da Independência. Material produzido por ocasião do Bicentenário da Independência, com informações sobre a vinda da Corte, o Dia do Fico, a atuação de Leopoldina, José Bonifácio e os acontecimentos de 7 de setembro de 1822. Disponível em: Governo Federal — Linha do Tempo da Independência .
- BRASIL. Governo Federal. História — Bicentenário da Independência. Reúne conteúdos sobre a Independência e destaca que o processo não terminou automaticamente com o 7 de setembro, incluindo os conflitos posteriores em diferentes províncias. Disponível em: Bicentenário da Independência — História .
- FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Independência e sua consolidação. Acervo digital dedicado aos caminhos da Independência brasileira, seus personagens e sua consolidação política. Disponível em: Biblioteca Nacional Digital .
- FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Independência, independências. Material histórico sobre os diferentes significados atribuídos à Independência, o 7 de setembro, a aclamação de D. Pedro e os conflitos necessários à consolidação do novo Império. Disponível em: Biblioteca Nacional Digital — Independência, independências .
- FUNDAÇÃO ALEXANDRE DE GUSMÃO — FUNAG. As singularidades da Independência do Brasil. Publicação sobre o processo político da Independência, incluindo a reunião do Conselho presidida por Leopoldina em 2 de setembro, o episódio de 7 de setembro e a consolidação posterior. Disponível em: FUNAG — As Singularidades da Independência do Brasil .
- FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO — FUNDAJ. Independência ou Morte: processo histórico de separação entre Brasil e Portugal. Conteúdo sobre o processo de ruptura, o episódio do Ipiranga, a participação de Leopoldina e as guerras de Independência. Disponível em: Fundaj — Independência ou Morte .
- UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO — USP. Independência ou Morte! Leituras de 2016. Material com historiadores da USP sobre o episódio do Ipiranga, seus símbolos, a Casa do Grito e a construção da memória da Independência. Disponível em: Jornal da USP .
- MONTEIRO, Michelli Scapol. Entre reproduções e exposições: a circulação de Independência ou morte!, de Pedro Américo. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, Universidade de São Paulo. Estudo sobre a circulação da pintura de Pedro Américo e seu papel na construção do imaginário visual da Independência. Disponível em: Revista do Instituto de Estudos Brasileiros — USP .
- DA AULA. Quem Foi Tiradentes e Por Que 21 de Abril é Feriado? Conteúdo complementar para compreender a Inconfidência Mineira, a execução de Tiradentes e por que 21 de abril não deve ser confundido com a Independência de 1822. Disponível em: Da Aula — Quem Foi Tiradentes? .
- DA AULA. Lei Áurea: Quem Assinou e Como Aconteceu a Abolição da Escravidão no Brasil. Conteúdo complementar sobre 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel, o processo abolicionista e a relação cronológica entre a abolição e o final da Monarquia. Disponível em: Da Aula — Lei Áurea .
- OLIVEIRA, Cecília Helena de Salles. 7 de setembro de 1822: a Independência do Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional. Estudo sobre os acontecimentos políticos que culminaram na separação entre Brasil e Portugal e sobre a construção histórica do 7 de setembro.
- SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras. Obra de referência para a história política e social brasileira, incluindo o período da Independência e a formação do Império.

Nenhum comentário:
Postar um comentário