Independência do Brasil: Data, Causas e Como Aconteceu

Independência do Brasil: Data, Causas e Como Aconteceu

Todos os anos, o Brasil comemora sua Independência em 7 de setembro. A data remete ao episódio ocorrido em 1822, quando D. Pedro, então príncipe regente, encontrava-se em São Paulo e declarou a ruptura política com Portugal. Entretanto, compreender a Independência apenas como um grito às margens do riacho do Ipiranga produz uma visão excessivamente simplificada. A separação foi resultado de um processo político iniciado antes de setembro de 1822 e consolidado posteriormente por negociações, disputas internas, guerras de independência e reconhecimento diplomático.

Na questão apresentada, a alternativa correta é 7 de setembro. É nessa data que se comemora oficialmente a Independência do Brasil. As demais alternativas também são datas importantes da História brasileira, mas correspondem a outros acontecimentos: 21 de abril está associado à memória de Tiradentes; 13 de maio, à Lei Áurea e à abolição jurídica da escravidão em 1888; e 15 de novembro, à Proclamação da República em 1889. Mais do que decorar quatro datas, o melhor caminho é compreender a sequência histórica à qual cada uma pertence.

Em qual data é comemorada a Independência do Brasil?

Na questão apresentada na imagem, temos:

  • A) 15 de novembro
  • B) 21 de abril
  • C) 7 de setembro
  • D) 13 de maio

A resposta correta é C) 7 de setembro.

A associação básica é:

7 DE SETEMBRO DE 1822

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Foi nessa data que D. Pedro declarou a ruptura política com Portugal durante sua viagem pela província de São Paulo.

O que aconteceu em 7 de setembro de 1822?

D. Pedro estava retornando de uma viagem a Santos quando recebeu correspondências com novas decisões das Cortes portuguesas e mensagens enviadas do Rio de Janeiro.

Segundo a tradição histórica consolidada, foi às margens do riacho do Ipiranga, na região da atual cidade de São Paulo, que declarou rompidos os vínculos políticos com Portugal.

O episódio ficou conhecido como:

Grito do Ipiranga.

E foi associado à famosa expressão:

“Independência ou Morte!”

Entretanto, para compreender historicamente o acontecimento, precisamos distinguir:

MARCO SIMBÓLICO

de:

PROCESSO HISTÓRICO.

A Independência aconteceu realmente em um único dia?

Não.

O 7 de setembro de 1822 tornou-se o principal marco simbólico e político da Independência, mas a separação entre Brasil e Portugal não começou e terminou naquele dia.

O processo envolveu acontecimentos anteriores, como:

  • a transferência da Corte portuguesa para o Rio de Janeiro em 1808;
  • a elevação do Brasil a Reino Unido a Portugal e Algarves em 1815;
  • a Revolução Liberal do Porto em 1820;
  • o retorno de D. João VI a Portugal em 1821;
  • o Dia do Fico em janeiro de 1822;
  • a crescente oposição entre o governo de D. Pedro e as Cortes portuguesas.

Depois de setembro, ainda ocorreriam:

  • a aclamação de D. Pedro como imperador;
  • sua coroação;
  • guerras pela consolidação da Independência;
  • negociações para o reconhecimento internacional.

Por isso, uma formulação historicamente mais cuidadosa é dizer que 7 de setembro é o marco consagrado da Independência, e não que toda a separação política do Brasil tenha ocorrido instantaneamente em um único momento.

Por que 1808 é importante para entender 1822?

Em 1808, a família real portuguesa e grande parte da Corte transferiram-se para o Brasil devido à expansão napoleônica na Europa.

O centro político da monarquia portuguesa passou então a funcionar no:

Rio de Janeiro.

Essa transferência provocou transformações importantes.

Entre elas estava a:

Abertura dos Portos às Nações Amigas.

A medida rompeu elementos importantes do antigo sistema comercial que restringia as relações econômicas da América portuguesa.

Também foram criadas instituições administrativas, culturais e econômicas necessárias ao funcionamento da monarquia no Rio de Janeiro.

Assim, o território que seria o Brasil independente ganhou uma importância política que não possuía anteriormente.

O que aconteceu em 1815?

Em 1815, o Brasil deixou formalmente de possuir a antiga condição colonial e passou a integrar:

o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.

Isso significava que a estrutura política da monarquia portuguesa havia sido reorganizada.

O Rio de Janeiro continuava sendo sede da Corte.

Esse contexto é importante porque, quando movimentos políticos em Portugal posteriormente procuraram recuperar o controle sobre o Brasil, grupos estabelecidos aqui passaram a temer a perda da autonomia conquistada desde 1808.

O que foi a Revolução Liberal do Porto?

Em 1820, iniciou-se em Portugal a chamada:

Revolução Liberal do Porto.

O movimento defendia mudanças políticas e a criação de uma ordem constitucional.

Também pressionava pela volta do rei D. João VI a Portugal.

Em 1821, D. João retornou para Lisboa.

No Brasil permaneceu seu filho:

D. Pedro.

Ele ficou na condição de príncipe regente.

Por que surgiram conflitos entre D. Pedro e as Cortes portuguesas?

As Cortes reunidas em Lisboa procuravam reorganizar o Império português e limitar a autonomia administrativa que o Brasil havia adquirido.

Entre outras medidas, exigiam o retorno de D. Pedro a Portugal.

Grupos políticos estabelecidos no Brasil interpretaram essas decisões como ameaça aos interesses e às estruturas criadas desde a chegada da Corte.

A tensão aumentou progressivamente ao longo de 1821 e 1822.

O que foi o Dia do Fico?

Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro anunciou que permaneceria no Brasil, recusando-se a cumprir a exigência de retornar imediatamente a Portugal.

O episódio ficou conhecido como:

Dia do Fico.

A decisão representou uma importante etapa da ruptura política.

Uma associação útil é:

9 DE JANEIRO DE 1822 → DIA DO FICO
7 DE SETEMBRO DE 1822 → INDEPENDÊNCIA

O Dia do Fico não declarou ainda formalmente a separação, mas demonstrou que D. Pedro estava disposto a contrariar decisões vindas de Lisboa.

Quem foi José Bonifácio?

José Bonifácio de Andrada e Silva foi uma das figuras políticas mais importantes do processo de Independência.

Ele passou a integrar o governo de D. Pedro e tornou-se um dos principais articuladores políticos da separação.

Por isso, é frequentemente chamado de:

Patriarca da Independência.

Sua atuação mostra novamente que a Independência não foi obra de apenas uma pessoa.

Diferentes grupos políticos participaram das articulações que culminaram na ruptura.

Qual foi o papel de Maria Leopoldina?

A imperatriz Maria Leopoldina também desempenhou papel político importante no processo.

Quando D. Pedro estava em São Paulo, Leopoldina presidiu uma sessão extraordinária do Conselho de Procuradores em:

2 de setembro de 1822.

Na reunião foram analisadas as novas notícias e determinações vindas de Portugal.

Depois, correspondências foram enviadas a D. Pedro.

As mensagens recebidas durante sua viagem ajudaram a reforçar a decisão de romper com as Cortes portuguesas.

É comum encontrar a afirmação de que Leopoldina teria “declarado a Independência” em 2 de setembro. A documentação do Conselho exige mais cautela: ela presidiu a reunião e desempenhou papel político relevante, mas as atas não registram simplesmente uma declaração formal de Independência naquele dia.

D. Pedro já era imperador em 7 de setembro?

Ainda não.

Esse detalhe aparece bastante em questões de História.

No dia 7 de setembro de 1822, Pedro ainda era:

príncipe regente.

Posteriormente, foi aclamado:

Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil.

A aclamação ocorreu em:

12 de outubro de 1822.

Sua coroação ocorreu em:

1º de dezembro de 1822.

Assim:

7 DE SETEMBRO → RUPTURA
12 DE OUTUBRO → ACLAMAÇÃO
1º DE DEZEMBRO → COROAÇÃO

O Brasil tornou-se uma República depois da Independência?

Não.

A Independência não criou uma República.

O novo Estado organizou-se como:

Império do Brasil.

D. Pedro tornou-se:

D. Pedro I.

A monarquia brasileira continuaria existindo até:

15 de novembro de 1889.

Foi nessa outra data que ocorreu a:

Proclamação da República.

Isso explica por que a alternativa:

15 de novembro

não pode responder à pergunta sobre a Independência.

A Independência foi pacífica?

Não completamente.

Uma visão tradicional do processo costuma concentrar-se na cena de D. Pedro às margens do Ipiranga e pode produzir a impressão de que toda a separação aconteceu sem resistência.

Na realidade, houve conflitos em diferentes regiões.

Tropas e grupos que apoiavam a separação enfrentaram forças que permaneciam fiéis a Portugal.

Os conflitos foram especialmente importantes em regiões como:

  • Bahia;
  • Maranhão;
  • Pará;
  • Cisplatina.

Por isso, historiadores utilizam também a expressão:

Guerras de Independência.

Por que 2 de julho é tão importante na Bahia?

Na Bahia, os conflitos continuaram depois do 7 de setembro.

A expulsão definitiva das tropas portuguesas de Salvador ocorreu em:

2 de julho de 1823.

Por isso, o 2 de Julho possui enorme importância na memória histórica baiana.

O episódio demonstra claramente que:

7 de setembro de 1822 não encerrou automaticamente todas as disputas pela Independência.

Quem foi Maria Quitéria?

Entre as figuras relacionadas às guerras de Independência na Bahia está:

Maria Quitéria de Jesus.

Ela participou das forças que lutaram contra tropas portuguesas e tornou-se uma das personagens mais conhecidas da participação feminina nos conflitos de independência.

Sua presença ajuda a ampliar uma narrativa histórica excessivamente centrada apenas em D. Pedro e nos acontecimentos de São Paulo.

A escravidão terminou com a Independência?

Não.

Esse é um dos aspectos mais importantes para compreender os limites da Independência de 1822.

O Brasil tornou-se politicamente separado de Portugal, mas:

a escravidão permaneceu legal.

Ela continuaria existindo durante grande parte do período imperial.

A extinção jurídica nacional da escravidão ocorreu apenas em:

13 de maio de 1888.

com a:

Lei Áurea.

Esse processo já foi estudado em detalhes aqui no Da Aula:

Lei Áurea: Quem Assinou e Como Aconteceu a Abolição da Escravidão no Brasil .

Portanto:

1822 → INDEPENDÊNCIA POLÍTICA
1888 → ABOLIÇÃO JURÍDICA DA ESCRAVIDÃO

São processos diferentes e separados por aproximadamente 66 anos.

Então por que 13 de maio aparece como alternativa?

Porque é outra data extremamente conhecida da História brasileira.

Em:

13 de maio de 1888,

a Princesa Isabel, atuando como regente, sancionou a:

Lei nº 3.353 — Lei Áurea.

A lei declarou extinta a escravidão no Brasil.

Assim:

13 DE MAIO → ABOLIÇÃO
7 DE SETEMBRO → INDEPENDÊNCIA

Por que 21 de abril também está errado?

O dia:

21 de abril

está associado à memória de:

Tiradentes.

Joaquim José da Silva Xavier foi executado em:

21 de abril de 1792.

por sua participação na Inconfidência Mineira.

Esse acontecimento ocorreu:

30 anos antes da Independência do Brasil.

Para aprofundar esse período, veja:

Quem Foi Tiradentes e Por Que 21 de Abril é Feriado?

Uma associação muito eficiente é:

21 DE ABRIL → TIRADENTES
7 DE SETEMBRO → D. PEDRO / INDEPENDÊNCIA

E por que 15 de novembro está errado?

O:

15 de novembro

está relacionado a outro momento decisivo da história política brasileira:

Proclamação da República.

Ela ocorreu em:

15 de novembro de 1889.

O movimento encerrou a monarquia brasileira.

D. Pedro II deixou de ser imperador e o Brasil passou a adotar uma forma republicana de governo.

Portanto:

1822 → INDEPENDÊNCIA
1889 → REPÚBLICA

As quatro datas da questão contam quase um século de História

Data Acontecimento Personagem ou palavra-chave
21 de abril de 1792 Execução de Tiradentes Inconfidência Mineira
7 de setembro de 1822 Independência do Brasil D. Pedro
13 de maio de 1888 Abolição jurídica da escravidão Lei Áurea / Princesa Isabel
15 de novembro de 1889 Proclamação da República Deodoro da Fonseca

Perceba que as alternativas não foram escolhidas aleatoriamente.

Todas correspondem a datas cívicas ou acontecimentos extremamente conhecidos da História do Brasil.

Quando Portugal reconheceu a Independência?

Portugal não reconheceu imediatamente a separação proclamada em 1822.

O reconhecimento formal ocorreu posteriormente, por meio de negociações diplomáticas.

Um marco importante foi o:

Tratado de Paz e Aliança de 1825.

O acordo reconheceu oficialmente a Independência brasileira.

Isso demonstra novamente que:

1822 = proclamação e processo de ruptura;

1825 = reconhecimento formal português.

O quadro “Independência ou Morte” mostra exatamente o que aconteceu?

Não deve ser interpretado como uma fotografia do acontecimento.

A imagem mais famosa da Independência é a pintura:

Independência ou Morte!

de:

Pedro Américo.

A obra foi produzida muitas décadas depois dos acontecimentos de 1822 e tornou-se uma das principais representações visuais da Independência brasileira.

Ela mostra D. Pedro montado a cavalo, cercado por soldados, levantando a espada em uma composição grandiosa.

Mas trata-se de:

uma pintura histórica construída para representar e monumentalizar o acontecimento.

Não é um registro visual feito no momento da proclamação.

Por que isso importa para estudar História?

Porque documentos históricos possuem naturezas diferentes.

Uma pintura produzida décadas depois pode revelar muito sobre:

  • a memória de um acontecimento;
  • a construção de símbolos nacionais;
  • a maneira como determinado período desejava representar o passado;
  • valores políticos e estéticos de sua época.

Mas ela não deve ser confundida automaticamente com uma reprodução exata da cena ocorrida.

Essa distinção entre:

ACONTECIMENTO HISTÓRICO

e:

REPRESENTAÇÃO POSTERIOR DO ACONTECIMENTO

é muito importante para análises mais avançadas.

A frase “Independência ou Morte” foi realmente pronunciada?

Há relatos posteriores que atribuem a D. Pedro palavras de ruptura no episódio do Ipiranga.

Entretanto, como acontece com muitos episódios históricos transformados em símbolos nacionais, a formulação exata da cena precisa ser analisada com cautela.

O aspecto historicamente mais importante é que:

em 7 de setembro de 1822 ocorreu uma declaração política de ruptura com Portugal durante a passagem de D. Pedro pela região do Ipiranga.

A reconstrução dramática do momento foi sendo elaborada posteriormente por relatos, cerimônias, livros didáticos, monumentos e obras de arte.

A Independência mudou imediatamente a vida de toda a população?

Não.

A separação política modificou a relação institucional entre Brasil e Portugal, mas várias estruturas sociais permaneceram.

Entre elas estava:

a escravidão.

Além disso, a participação política permanecia profundamente limitada.

Por isso, estudar a Independência apenas como “libertação de todos os brasileiros” pode produzir uma interpretação enganosa.

O Brasil tornou-se um Estado politicamente independente, mas a construção da cidadania e dos direitos sociais seguiria um processo muito mais longo e desigual.

Como esse assunto pode aparecer em vestibulares e provas?

Exemplo 1 — data

Em qual data é comemorada a Independência do Brasil?

  • A) 15 de novembro
  • B) 21 de abril
  • C) 7 de setembro
  • D) 13 de maio

Resposta: C) 7 de setembro.

Exemplo 2 — personagem

O personagem diretamente associado ao episódio do Ipiranga em 1822 é:

  • A) Deodoro da Fonseca;
  • B) D. Pedro;
  • C) Tiradentes;
  • D) D. Pedro II.

Resposta: B.

Exemplo 3 — Dia do Fico

O Dia do Fico, ocorrido em janeiro de 1822, está relacionado:

  • A) à decisão de D. Pedro de permanecer no Brasil;
  • B) à abolição da escravidão;
  • C) à proclamação da República;
  • D) à execução de Tiradentes.

Resposta: A.

Exemplo 4 — processo histórico

Sobre a Independência do Brasil, é mais adequado afirmar que:

  • A) começou e terminou completamente em 7 de setembro;
  • B) ocorreu sem qualquer conflito armado;
  • C) foi um processo político que ultrapassou o episódio do Ipiranga;
  • D) extinguiu imediatamente a escravidão.

Resposta: C.

Exemplo 5 — Império ou República?

Após a Independência, o Brasil organizou-se inicialmente como:

  • A) República presidencialista;
  • B) monarquia imperial;
  • C) colônia francesa;
  • D) confederação espanhola.

Resposta: B.

Exemplo 6 — cronologia

Assinale a sequência correta:

  • A) República → Independência → Lei Áurea;
  • B) Lei Áurea → Independência → Tiradentes;
  • C) Tiradentes → Independência → Lei Áurea → República;
  • D) Independência → Tiradentes → República → Lei Áurea.

Resposta: C.

Exemplo 7 — Independência e escravidão

Qual afirmação é historicamente correta?

  • A) A escravidão terminou em 7 de setembro de 1822.
  • B) A Independência extinguiu imediatamente todas as desigualdades políticas.
  • C) A escravidão continuou existindo no Brasil depois da Independência.
  • D) A Lei Áurea foi assinada por D. Pedro I.

Resposta: C.

Exemplo 8 — imagem histórica

A famosa pintura Independência ou Morte!, de Pedro Américo:

  • A) é uma fotografia tirada em 1822;
  • B) foi produzida posteriormente e ajudou a construir a memória visual do episódio;
  • C) foi pintada por D. Pedro;
  • D) representa a Proclamação da República.

Resposta: B.

Como achar padrões e não se confundir mais?

Em vez de memorizar datas isoladamente, associe:

DATA + PERSONAGEM + ACONTECIMENTO.

Padrão 1 — 7 de setembro significa Independência

Guarde:

7 DE SETEMBRO

1822

D. PEDRO

INDEPENDÊNCIA

Essa é a associação principal da questão.

Padrão 2 — 21 de abril significa Tiradentes

Associe:

21 DE ABRIL → TIRADENTES → 1792

Se quiser revisar o assunto:

Quem Foi Tiradentes e Por Que 21 de Abril é Feriado?

Padrão 3 — 13 de maio significa Lei Áurea

Guarde:

13 DE MAIO → 1888 → LEI ÁUREA → ABOLIÇÃO

Para aprofundar:

Lei Áurea: Quem Assinou e Como Aconteceu a Abolição da Escravidão no Brasil

Padrão 4 — 15 de novembro significa República

Associe:

15 DE NOVEMBRO → 1889 → REPÚBLICA → DEODORO

Isso permite separar:

D. PEDRO I → INDEPENDÊNCIA
DEODORO DA FONSECA → REPÚBLICA

Padrão 5 — memorize a sequência 1792, 1822, 1888, 1889

Coloque as alternativas em ordem:

1792 → TIRADENTES
1822 → INDEPENDÊNCIA
1888 → ABOLIÇÃO
1889 → REPÚBLICA

Veja como a cronologia resolve quase toda a questão.

Padrão 6 — não confunda Independência com República

Depois de 1822, o Brasil não passou a ter presidente.

Passou a ter:

um imperador.

Portanto:

INDEPENDÊNCIA → IMPÉRIO
REPÚBLICA → FIM DO IMPÉRIO

Padrão 7 — pense em 1822 como uma sequência

Uma forma eficiente de organizar o próprio ano da Independência é:

9 DE JANEIRO → DIA DO FICO

2 DE SETEMBRO → CONSELHO PRESIDIDO POR LEOPOLDINA

7 DE SETEMBRO → RUPTURA NO IPIRANGA

12 DE OUTUBRO → ACLAMAÇÃO DE D. PEDRO

1º DE DEZEMBRO → COROAÇÃO

Isso mostra que até mesmo dentro de 1822 existiram diferentes etapas.

Padrão 8 — não confunda independência política com liberdade social

Guarde:

1822 → SEPARAÇÃO POLÍTICA DE PORTUGAL

Não:

1822 → FIM DA ESCRAVIDÃO.

A escravidão permaneceu por mais de seis décadas.

Um esquema rápido para memorizar

Use esta linha do tempo:

21 DE ABRIL DE 1792
TIRADENTES

7 DE SETEMBRO DE 1822
INDEPENDÊNCIA

13 DE MAIO DE 1888
LEI ÁUREA

15 DE NOVEMBRO DE 1889
REPÚBLICA

Depois associe os personagens:

TIRADENTES → INCONFIDÊNCIA
D. PEDRO I → INDEPENDÊNCIA
PRINCESA ISABEL → LEI ÁUREA
DEODORO DA FONSECA → REPÚBLICA

Por fim, lembre-se da principal ideia histórica deste conteúdo:

7 DE SETEMBRO É O MARCO DA INDEPENDÊNCIA, MAS A INDEPENDÊNCIA FOI UM PROCESSO.

Essa frase ajuda tanto nas questões simples, que perguntam apenas a data, quanto nas questões mais elaboradas, que exigem compreender acontecimentos anteriores e posteriores ao Grito do Ipiranga.

Referências

  1. BRASIL. Governo Federal. Linha do Tempo da Independência. Material produzido por ocasião do Bicentenário da Independência, com informações sobre a vinda da Corte, o Dia do Fico, a atuação de Leopoldina, José Bonifácio e os acontecimentos de 7 de setembro de 1822. Disponível em: Governo Federal — Linha do Tempo da Independência .
  2. BRASIL. Governo Federal. História — Bicentenário da Independência. Reúne conteúdos sobre a Independência e destaca que o processo não terminou automaticamente com o 7 de setembro, incluindo os conflitos posteriores em diferentes províncias. Disponível em: Bicentenário da Independência — História .
  3. FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Independência e sua consolidação. Acervo digital dedicado aos caminhos da Independência brasileira, seus personagens e sua consolidação política. Disponível em: Biblioteca Nacional Digital .
  4. FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Independência, independências. Material histórico sobre os diferentes significados atribuídos à Independência, o 7 de setembro, a aclamação de D. Pedro e os conflitos necessários à consolidação do novo Império. Disponível em: Biblioteca Nacional Digital — Independência, independências .
  5. FUNDAÇÃO ALEXANDRE DE GUSMÃO — FUNAG. As singularidades da Independência do Brasil. Publicação sobre o processo político da Independência, incluindo a reunião do Conselho presidida por Leopoldina em 2 de setembro, o episódio de 7 de setembro e a consolidação posterior. Disponível em: FUNAG — As Singularidades da Independência do Brasil .
  6. FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO — FUNDAJ. Independência ou Morte: processo histórico de separação entre Brasil e Portugal. Conteúdo sobre o processo de ruptura, o episódio do Ipiranga, a participação de Leopoldina e as guerras de Independência. Disponível em: Fundaj — Independência ou Morte .
  7. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO — USP. Independência ou Morte! Leituras de 2016. Material com historiadores da USP sobre o episódio do Ipiranga, seus símbolos, a Casa do Grito e a construção da memória da Independência. Disponível em: Jornal da USP .
  8. MONTEIRO, Michelli Scapol. Entre reproduções e exposições: a circulação de Independência ou morte!, de Pedro Américo. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, Universidade de São Paulo. Estudo sobre a circulação da pintura de Pedro Américo e seu papel na construção do imaginário visual da Independência. Disponível em: Revista do Instituto de Estudos Brasileiros — USP .
  9. DA AULA. Quem Foi Tiradentes e Por Que 21 de Abril é Feriado? Conteúdo complementar para compreender a Inconfidência Mineira, a execução de Tiradentes e por que 21 de abril não deve ser confundido com a Independência de 1822. Disponível em: Da Aula — Quem Foi Tiradentes? .
  10. DA AULA. Lei Áurea: Quem Assinou e Como Aconteceu a Abolição da Escravidão no Brasil. Conteúdo complementar sobre 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel, o processo abolicionista e a relação cronológica entre a abolição e o final da Monarquia. Disponível em: Da Aula — Lei Áurea .
  11. OLIVEIRA, Cecília Helena de Salles. 7 de setembro de 1822: a Independência do Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional. Estudo sobre os acontecimentos políticos que culminaram na separação entre Brasil e Portugal e sobre a construção histórica do 7 de setembro.
  12. SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras. Obra de referência para a história política e social brasileira, incluindo o período da Independência e a formação do Império.

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